5G, Inteligência embebida, Sistemas IoT, Dispositivos activados por voz

A sociedade avança para o uso generalizado de inúmeras soluções tecnológicas com o objectivo de tornar tudo mais simples de usar, segundo dizem. O 5G vem animar ainda mais essa tendência e a proliferação de dispositivos que tanto nos “ajudam” no nosso dia a dia, no entanto toda essa tecnologia pode também ser perniciosa, violando a privacidade dos utilizadores sem que, conscientemente, o saibam. Por outras palavras, cada vez que ligamos um dispositivo electrónico em nossas casas; escritórios, hotéis, edifícios, etc. estamos a dar acesso a que terceiros, normalmente quem vendeu o dispositivo, tenham acesso indiscriminado a tudo o fazemos ou visualizamos com esse dispositivo, caso das camaras.

Estamos perante um caso generalizado de violação de privacidade sem que a lei de protecção de dados, que tanta polémica levantou, nos possa proteger.

Todos estes dispositivos geram muita informação, e muita dessa informação chega aos smartphones sem que nos apercebamos “como é que lá chegou”, e fomos nós que autorizamos isso de forma bastante directa, aceitando mecanicamente autorizações sem que nos apercebermos do que estamos a fazer uma vez que o que pretendemos é ter acesso ao software que acabamos de instalar, seja para falar com amigos seja para ver um filme ou escutar uma música.

Ao ligarmos um dispositivo à internet; sensor, actuador, medidor, camara de vídeo, etc. que podem ser acedíveis a partir de qualquer parte do mundo com recurso ao smartphone, isso significa que existe algures no mundo um servidor que está a servir de intermediário, de relé, que está a servir de interface entre um dispositivo com um endereço IP dinâmico e o nosso smartphone. Para termos esta facilidade, deixamos aberta a porta para quem estiver do outro lado desse servidor, que também possa aceder à nossa informação e em alguns casos, até ao smartphone tudo isto porque queremos aquele dispositivo ligado e interagir com ele.

Se esta facilidade de acesso existe e nós não a estamos a pagar, mas tem custos para alguém, esse alguém terá que lucrar de alguma forma, na melhor das hipóteses vendendo-nos mais equipamentos ou acedendo à nossa informação, contactos, deslocações, gostos, hábitos, etc. para, com esse conhecimento, nos fazer chegar produtos mais “orientados” à nossa personalidade ou gosto e ou vender a terceiros a informação conseguida além, naturalmente do acesso a documentos confidenciais que possam existir no smartphone.

Complementarmente a estes interessantes dispositivos, algumas grandes organizações criaram outros métodos que permitem que essa “troca” de informações entre dispositivos e utilizadores se processe de forma mais simples, vocalizando as instruções, permitindo-nos interagir com o dispositivo através da fala. Falando com ele e este respondendo também por voz às solicitações que lhes colocamos.

Sendo mais simples e mais directa de usar, pois a voz é um “dispositivo” que faz parte de nós e que não precisamos de colocar no bolso como o smartphone, também esta ligação está sujeita a uma ligação a um servidor localizado algures no mundo, conhecido hoje como cloud.

Além dos pedidos que vocalizamos para estes dispositivos, tudo o que falamos normalmente fica registado por eles, afinal eles estão sempre à escuta, esperando a palavra mágica para nos atenderem. Na sua essência estamos a colocar um microfone nas nossas casas e escritórios que, sem que na realidade tenhamos noção disso, escuta tudo o que dizemos ou pedimos, muito para além dos pedidos de passagem de uma música, da abertura ou fecho da luz da sala, da leitura de jornais ou textos ou dos nossos emails.

Os fabricantes afirmam que o sistema é seguro, ou melhor, que só “ouvia” tudo no inicio do lançamento para os algoritmos aprenderem e que actualmente só reagem quando interpelados com uma palavra mágica no início de cada frase, normalmente o nome porque são conhecidos, mas se monitorarmos as comunicações a um nível mais baixo, verificamos que estão constantemente a enviar tudo o que dizemos.

1984 do George Orwell, é uma sátira que vale a pena ler, sem dúvida, onde se detecta uma inspiração de aparência naturalista, onde só se vê bem com o coração, pois o essencial é invisível aos olhos, num mundo uniformizado e, curiosamente, apesar de 1984 já ter passado acho que caminhamos para ele, pois estamos a iniciar-nos numa era tecnológica onde não existe legislação que nos valha e nos dê a hipótese de privacidade. Em 2019 e apesar do alvoroço que se fez em redor desta palavra “privacidade”, nos emails, nos contactos pessoais, nas listas de clientes, etc. tudo já foi esquecido e, garanto-lhes, foi uma época fantástica para os legisladores e para o governo que, com isso, aplacou a nossa consciência e nos passou a ideia de dever cumprido.

Mas então devemos fugir do avanço tecnológico? Devemos deixar de usar estes dispositivos em casa que sempre nos trazem algum conforto e em alguns casos, algum descanso e … um certo prazer de utilizar?

Claro que não!

A SST Smart Secure Technology e a IsGreen, hoje fundidas numa única unidade de negócio desenvolveram tecnologias para gerir inteligentemente os edifícios, aumentar o conforto dos utentes e usar racionalmente a energia e a água, pensando nos custos e no ambiente.

Essas tecnologias evoluíram e além de analisarem a “local occupancy” em tempo real onde estão instaladas, permitindo saber quando os locais estão em uso ou previsivelmente irão estar, criaram também formas de privacidade para os utilizadores que as usam evitando que a informação a que tem acesso seja acedida por outros que não o legitimo utilizador.

A SST e a IsGreen criaram tecnologias que não necessitem de servidores remotos para funcionar, que são autoconfiguradas, simples de usar e , muito importante, que são inteligentes e que incluem capacidade de aprendizagem para poderem continuar a ser úteis.

A inteligência e a capacidade de aprendizagem, fortemente induzida com recurso a algoritmos de “machine learning” tem a vantagem de permitir que estes dispositivos tomem decisões, naturalmente balizadas por regras funcionais, fazendo o que tem a fazer sem necessidade de se ligarem constantemente a Smart-phones ou a outros locais deixando lá resíduos de informação.

Os sistemas SST Home Safety incluem ligações encriptadas com o uso de canais específicos, criados no momento sempre que é necessária qualquer ligação exterior, garantia de segurança pois temos sempre os operadores de telecomunicações pelo meio.

Um dispositivo que analisa a usabilidade de um local, a luz ambiente, temperatura, qualidade do ar ou um medidor de energia ou de consumo de água, depois de ligado pode registar tudo para que foi conceptualizado com a frequência que pré-determinarmos, avisando-nos apenas em situações anormais ou fora do comum, por exemplo:

  • Se os consumos saírem dos limites determinados ou dos considerados extremos,
  • Se for detectado um movimento não expectável num determinado horário,
  • Se o shut-down automático da água for actuado,

mas se pelo contrário

  • For detectada uma entrada de alguém autorizado a circular, o sistema apenas regista a ocorrência, não emitindo avisos desnecessários e monitorizando os tempos de ocupação do local e ligando a iluminação nas condições de compensação luminosas mais adequadas ao momento,

E todos esses avisos, envios de informação para o Smart-phone, são efectuados com recurso à abertura de um canal de comunicação seguro com recurso a uma ligação encriptada directamente com o meu Smart-phone, sem passar pelo tal “servidor”. Esta técnica garante eficiência, segurança, analise em tempo real e privacidade.

Todos Os dispositivos SST Home Safety usam uma rede própria sub-giga numa frequência ISM perfeitamente estabelecida e devidamente certificada.

O sistema de SST Home Safety quando confirma uma intrusão, toma decisões imediatas de dissuasão, de aviso e de alerta, ligando a iluminação de toda a casa ou escritório, fechando áreas, bloqueando acessos, activando a videovigilância, caso exista e enviando avisos e alertas para o nosso Smart-phone com recurso à abertura de tuneis de comunicação “peer to peer”.

Mas antes de se ligar a nós, já tomou decisões importantes relacionadas com a intrusão e apenas nos comunica isso, além disso gere a iluminação e abre janelas de uso para determinados equipamentos se ligarem em momentos mais apropriados.

Os sistemas “Intelligence Embedded” SST tem um comportamento completamente diferente dos vulgares IoT que além de estarem limitados na quantidade de dados a transmitir por dia e no tamanho do pacote de dados, tem necessidades permanentes de controlo.

O facto de os IE incluírem regras funcionais, de incluírem algoritmos que lhes permitem absorver informação sobre o local onde estão e com isso melhorarem a sua performance traduz-se num conjunto de regras que tem por base o conforto, a segurança, a energia e os consumos de água do local, edifico, escritório, habitação, onde estão instalados.

Se os dispositivos não fazem relé pelo tal “servidor” de que falamos no início deste texto, como é que resolvem o seu nome em função do IP adquirido e que pode mudar frequentemente? Como são acedidos de forma simples por qualquer uma pessoa e remotamente?

A SST desenvolveu um microdispositivo, de valor muito acessível, que se instala em casa através de uma USB e que faz parte do sistema adquirido e que resolve essa situação.

Tem a capacidade de suportar até 50 dispositivos ligados directamente e entre si e não no seu router de comunicações ou seja, usa a sua própria rede de comunicações encriptadas podendo coabitar com outras redes sem perda de performance. E se precisar de comunicar com o seu Smart-phone, liga-se ao seu router de comunicações para estabelecer a ligação segura. O utilizador pode usar essa ligação para consultar ou alterar (Over the Air) algum parâmetro que ache adequado.

No meu caso concreto e sempre que entro em minha casa, a estatística diz-me que 80% das vezes executo o mesmo percurso! E com recurso a uma análise preditiva posso prever todo um conjunto de situações.

Se estes sistemas “inteligentes” sabem isso e se detectam o meu Smartphone, ou um wareable que transporto comigo, é  normal que ao entrar em casa já tenha alguma iluminação de conforto ligada e que esta aumente para um nível mais elevado assim que me aproximo do local para onde me dirijo e se mantenha assim enquanto eu por ali andar e também é normal eu ter o condicionador de ar ligado e a temperatura estar boa pois a probabilidade de eu entrar em casa naquela janela temporal é da ordem dos 70% e por isso o sistema SST Home Safety liga o dito condicionador 15 minutos antes para, vencendo a inércia térmica do local, o mesmo atinga a temperatura desejada, sempre com o sistema de análise da qualidade do ar activo, não vá entrar mais pessoas e seja necessário ligar a micro ventilação, tudo sem que alguém saiba que eu entrei em casa, sem que ninguém tenha tido acesso a esta informação.

E quando saio de casa ou vou dormir tenho as seguintes certezas:

  • Após a máquina da louça terminar de lavar o SST Home Safety executará o shut-down automático da água,
  • Desligará as luzes da sala, cozinha onde estive e corredor,
  • Bloqueará a fechadura da porta,
  • Às 02:00 da noite desligará as luzes do terraço,
  • e Entrará em modo de Safety garantindo-me a segurança do local

Sem qualquer intervenção da minha parte.

Peça sempre produtos inteligentes. Se não sabe ou se tem dúvidas, pergunte-nos.

Carlos Rosário

(Desenvolve tecnologia há mais de 40 anos)

Smart Secure Technologies

smart.secure.technologies.oy@eesti.ee