Comunicações de dados gratuitas nas autarquias

Princípios, estratégias e vantagens da dinamização da economia regional,
Optimização da economia linear e adequação à economia circular,
Redução significativa de emissões de GEE, através da melhoria de processos,
Adequada gestão de recursos primários, energia, água, terra, materiais,
Redução da pressão sobre os habitats,

Fixação da população

É fundamental que se crie condições para a fixação das pessoas nos seus concelhos, evitando a desertificação dos mesmos.

Torres Novas por exemplo, tem 127 habitantes por km2, e tem a 3.ª mais alta densidade populacional do Médio Tejo.

Portalegre tem 50 habitantes por km2 e é aquele que tem a mais alta densidade populacional do Alto Alentejo.

Em comum, têm o facto de terem perdido munícipes entre os 9% e os 13% e porquê? Porque não têm, não criaram ou perderam meios de fixação das pessoas – empregos!

 

Passaporte autárquico para as Smart Cities!

O desenvolvimento das economias regionais pode ser fortemente impulsionado com meios que fidelizem os empresários e aos que já lá estão, que agilizem as actividades das suas empresas, optimizando processos e facilitando tarefas que tornem todos mais competitivos. E se é útil para as empresas, também o é para os autarcas.

A regionalização não é só e apenas política, antes económica, pois é esta que gera emprego.

Uma rede regional de comunicações de dados gratuitas, com capacidade de interligação a outras regiões limítrofes, pode ser, é uma ferramenta de utilidade diversa gerindo interesses públicos e privados face às inúmeras aplicações que pode ter das quais destaco algumas numa Plataforma de usos múltiplos nas áreas de:

  • Gestão do património imobiliário autárquico,
  • Controlo de viaturas, equipamentos e objectos,
  • Controlo e recolha de resíduos,
  • Gestão de perdas de águas,
  • Prevenção de incêndios com controlo de temperaturas,
  • Detecção de movimentos anómalos em florestas,

 

  • Apoio aos munícipes no controlo dos seus consumos de água e energia,
  • Gestão da localização de animais domésticos,
  • Apoio a idosos, na adequação da iluminação à noite,
  • Localização de pessoas com doenças mentais,

 

  • Controlo remoto de sistemas de rega,
  • Activação de bombas de água,
  • Segurança activa e simulação de presença em habitações (sem registo na CNPD),
  • Reconversão de equipamentos usados e avariados (economia circular),
  • Entre outras.

E acima de tudo ser para a autarquia o chamado passaporte para as “Smart Cities” criando, com recurso a elas, as condições básicas para atingirem facilmente o “Green City Accord”, etapa fundamental para os próximos anos.

Uma rede de dados de uso gratuita, por não ter custos de comunicações, permite alargar a sua utilização a vastíssimas áreas funcionais, passando de uma ferramenta de uso esporádico para uma ferramenta de uso constante face às inúmeras oportunidades que a mesma aporta.

 

Sistema Inteligente de Tomada de Decisão.

Para um bom e eficaz funcionamento, uma rede de dados autárquica, deve ter por base um Sistema Inteligente de Tomada de Decisão, base funcional da rede regional, que sendo automático não necessita de pessoas e não sobrecarga a autarquia pois todas as parametrizações, notificações e tempos de uso, ficam a cargo dos seus utilizadores finais com recurso a uma ferramenta de uso simplificado.

Por exemplo se for detectada uma temperatura anormal num determinado terreno onde existam um ou vários sensores, os mesmos enviam uma notificação imediatamente para a autoridade competente, os bombeiros, num formato compatível com o tipo de equipamento em uso por estes, desde os mais antigos aos mais modernos telefones.

Se um animal de estimação sair da sua, chamada “área de circulação”, ou se se perder, o seu dono é notificado automaticamente, com indicações da sua potencial localização.

Se ao longo da noite determinada rua for constantemente frequentada por idosos que, com a sua presença, adequam a luminosidade dessa rua, o sistema de controlo informa o gestor do sistema de iluminação “ILS” Intelligent Lighting System” de que a mesma deverá ter uma alteração de luminosidade naquele horário em particular.

Se determinados consumos de electricidade ou de água forem excedidos ao longo do mês, o proprietário é avisado dessa ocorrência para corrigir ou analisar o sucedido, evitando facturas de valores inesperados no final do mês.

Se determinado veículo autárquico sair da sua zona de trabalho ou se ficar estacionado o gestor receberá uma notificação da sua localização.

Estas plataformas inteligentes estão dotadas com um conjunto de algoritmos que analisam os dados recebidos em tempo real e tomam a decisão mais adequada no momento certo, que é o que se pretende. Além disso, registam as ocorrências por períodos de tempo determinados por cada um dos seus proprietários, evitando acessos a dados por terceiros ou cruzamentos de dados, destruindo de seguida os dados.

Na sua essência são sistemas automáticos, sem necessidade de centros de apoio, dispendiosos e nem sempre funcionais, quando se trata de gerir milhares de dispositivos, que é o caso.

E muito importante, deve funcionar com qualquer tipo de telemóvel fixo ou móvel, mesmo os mais antigos, ainda muito em uso no interior do país.

 

Plataforma regional e porquê gratuita?

Regional porque pode ser focada para as actividades de maior uso no concelho e além de servir a autarquia no objectivo de atingir mais facilmente o estatuto de “Smart Cities” é também um passaporte para o Green City Accord, também ele fundamental na digitalização de sistemas que se pretende a curto prazo.

E o poder ser usada pelos cidadãos de acordo com as actividades locais de maior impacto, optimizando processos, evitando deslocações, tornando automáticas tarefas repetitivas onde a intervenção humana não é necessariamente importante, monitorando actividades, controlando remotamente equipamentos, entre outros, torna a Plataforma e a rede de dados numa ferramenta de elevada utilidade para todos.

Nas cidades e vilas do interior do país, uma rede com este potencial de uso pode e deve ser usada por qualquer um, para isso é fundamental que as comunicações sejam gratuitas e os equipamentos não custem sequer a pagar.

Gratuita porque as redes baseadas na denominada internet de objectos – Internet of Things – são redes de uso controlado na quantidade de dados transmitidos, focando o seu uso em “pequenas transacções”, em respostas simples e directas e não ocupando muito do chamado espectro de comunicações logo, permitindo o seu uso por milhares de equipamentos de uso variado.

Para as autarquias, uma rede e plataforma deste tipo, além de ser o passaporte para o Green City Accord, é para os munícipes o caminho mais curto para a automatização de processos e métodos de forma simples e económica.

Mas, … e o custo dos equipamentos para essas redes?

Os equipamentos são os sensores, os actuadores, os medidores, os analisadores, etc. que são a base de uma rede deste tipo que, para ter adesão total, não devem ser pagos!

Os equipamentos devem ser alugados ao ano a valores muito baixos e para terem valores competitivos e de utilização generalizada devem ser replicados localmente, segundo um modelo que a SST, Smart Secure Technologies tem e que, além de aportar valor local, criando emprego, utiliza estratégias de produção associadas e já comprovadas a produtores nacionais e investidores interessados no desenvolvimento regional do país.

Uma estratégia de produção local associada, permitirá entregar aos munícipes equipamentos pagos “com o uso” e não com as comunicações, como é pratica corrente, oferecendo dispositivos funcionais a custos anuais muito reduzidos e sem necessidade de fidelização.

A título de exemplo, e aos dias de hoje, um actuador ou um monitor de consumos ou um sensor remoto de presença ou de temperatura em floresta, tendo como base um acordo de uso de 2 anos, pode custar anualmente entre 5 e 10 €, dependendo de alguns factores que, a serem atingidos, ainda poderão reduzir o custo de fabrico dos mesmos.

São soluções como estas que dinamizam regionalmente o país, aceleram a automatização de processos, a criação de novos empregos locais e a satisfação dos seus cidadãos que votando numa dada pessoa para a gestão da sua autarquia, sabem que esta irá criar condições para a melhoria da sua qualidade de vida.

Carlos Rosario
Carlos.rosario@sstech.pt